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15 de nov. de 2007

Pastor Jameson Reeder Pregando na I.P. Botafogo!

No sábado (01/12 - às 16hs) nós estaremos recebendo na nossa igreja o pastor Jameson Reeder, que estará vindo diretamente da Flórida (EUA) para pregar no Encontrão Sinodal de UPAs do Rio de Janeiro! Jameson é pastor dos jovens da New Covenant Church, em Pompano Beach e lider do ministério jovem de sua igreja. Confira abaixo um vídeo do pr. Jameson!

11 de nov. de 2007

Encontrão Sinodal de UPAs do Rio!



APROVEITE PARA LEVAR UM AMIGO!!!
Para obter recursos para divulgação é só clicar aqui!

9 de out. de 2007

ENTREVISTA - Com o jornalista inglês Steve Turner

Imagine um mundo repleto de artistas. De seres humanos especialmente criativos e devotados à música, literatura, teatro, pintura. Imagine um mundo de concertos e óperas, em teatros ou praças públicas. Idealize quadros e esculturas; estilistas, coreógrafos, cenógrafos. Abra um livro imaginário e passeie pelo conteúdo. Adapte para as telas do cinema, da TV e pare. Pense e imagine tudo isso sendo elaborado por cristãos. Que impacto teria na sociedade? A igreja ignoraria Shakespeare por escrever Romeu e Julieta, Hamlet ou Macbeth? Ou se orgulharia do dramaturgo da mesma forma que enche a boca para dizer ao mundo que C.S.Lewis, o escritor de Crônicas de Nárnia, era cristão?

Steve Turner é autor do livro Cristianismo Criativo? (Editora W4) e defende a idéia de que o artista não precisa sacralizar sua arte para ser aceito pela comunidade cristã quando se converte ao Evangelho. Para ele, a arte cristã deve ser estendida e propagada para além dos templos. E, ao lançar este desafio aos artistas – o de continuarem produzindo arte secular, leva em consideração apenas a importância do testemunho e da ética cristã. Ele quer ver os cristãos revolucionando a arte contemporânea, embora não espere que esta mesma arte, por si só, converta pessoas, mas espera que ela seja boa o suficiente para despertar no apreciador da obra de arte o interesse pela vida e pelo testemunho de seu autor. “Esta é uma das chances de ser luz nas trevas. Se não estamos presentes nas artes, negamos às pessoas a oportunidade de se depararem com a nossa perspectiva”, diz ele.

Esse escritor inglês, residente em Londres e membro da igreja All Souls, em Langham Place, é também jornalista, poeta, crítico musical e consultor de empresas na América e na Europa. É colaborador das revistas Rolling Stone, Q, Christianity Today, e dos jornais The Mail on Sunday e The Times. Dentre seus vários livros estão Hungry for Heaven, Conversation with Eric Clapton, U2: Hattle and Hum, Van Morrison: Too Late to Stop Now e The Gospel According to the Beatles, entre outros. Também escreveu alguns livros infantis, sendo o primeiro deles The Day I Feel Down the Toiled, que já vendeu 120 mil cópias. Por telefone, a reportagem de Enfoque conseguiu conversar com Turner e, de suas idéias um tanto incomuns, elaborou a entrevista que segue abaixo.

CONFIRA A ENTREVISTA NO SITE DA ENFOQUE - NA INTEGRA
http://www.revistaenfoque.com.br/index.php?edicao=73&materia=814
Por Oziel Alves

9 de ago. de 2007

Sete atitudes que matam a Inovação

A CIO publicou recentemente um texto do Diann Daniel que lista sete atitudes que matam a inovação dentro de uma organização. Embora seja uma publicação voltada à líderes corporativos, creio que podemos absorver algumas idéias e também aplicá-las na liderança da igreja. Veja:

  1. Esperar que a inovação caia do céu
    Crer que a inovação vai surgir por si só, do nada, é o mesmo que acreditar que uma plantação de vegetais irá, simplesmente, surgir no seu quintal um dia.
  2. Guardar as idéias “para um dia”
    Ótimas idéias são as sementes para a inovação e não a inovação em si mesma. “Todos têm uma idéia para um livro em mente. Mas existe um hiato enorme entre o que está na cabeça e o processo de trabalho para escrevê-lo”.
  3. Deixar a inovação só a cargo da TI
    A tecnologia deve suportar a inovação, não liderá-la. Isto porque a inovação é, primeiramente, uma obrigação da cultura corporativa, que pede coisas como retorno, inspiração e motivação.
  4. Criar obstáculos ao surgimento de idéias
    Burocracia e processos bizantinos desencorajam, tiram o entusiasmo. Quando as idéias dos funcionários são tratadas com desrespeito ou o processo é confuso e difícil, o entusiasmo vai morrendo.
  5. Olhar o diferente e o novo como ruim
    Não estar aberto às mudanças é um grande erro. É como recusar anunciar na internet e preferir anunciar no jornal impresso. Você deve responder às mudanças e às necessidades de inovação. Certamente, a resistência interna é difícil de superar, mas poucas companhias têm condições de viver do passado.
  6. Não ligue se a idéia não for econômica e legalmente viável
    Idéias são frágeis, facilmente quebráveis. Então, dê o devido cuidado para as idéias no que diz respeito à sua legalidade e contabilidade.
  7. Tenha muito, mas muito medo de fracassar
    Na pesquisa com CIOs, 25% dos entrevistados revelaram ser o medo de falhar uma das razões para que uma cultura de inovação não fosse criada na empresa.

Leia o texto completo aqui.

Mas o que seria inovar para nós? Inovar nada mais é que compreender a cultura da nossa geração e dar o passo a frente, levando o evangelho onde as pessoas estão e de um modo que elas entendam. E para isso acontecer é preciso estar disposto a pensar “fora da caixa”.

Em um podcast recente, o pastor Brian Houston da Hillsong Church afirmou que adora pastorear uma igreja que está sempre tentando coisas novas e nos encoraja a quebrarmos todas as expectativas para vivermos o chamado de Deus. Se a liderança não tiver esse coração, dificilmente veremos mudanças significativas em nossa sociedade.

Você acredita que a sua igreja possui uma cultura de inovação? O que está faltando para isso acontecer?

[Via Pc Notas]

*Observação: O que nós temos feito para alcançarmos os jovens do bairro de Botafogo? Será que precisamos “mudar” em alguma coisa? Sugestão: Você pode gastar 5 minutinhos do seu tempo refletindo sobre isso?

Idéias são sempre bem-vindas galera!

17 de jul. de 2007

E se rolar o sofrimento?

"Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conforme a imagem de seu Filho …." (Rm 8:29).

Gostaria de para começar essa nossa conversa, levantar algumas perguntas importantes para a nossa reflexão:
  • Jesus sofreu como eu e você sofremos?
  • Ele se sentiu solitário algumas vezes?
  • Ele foi tentado a estar desmotivado?
  • Ele foi mal-entendido e criticado injustamente?
Se você assistiu ao filme de Mel Gibson, The Passion of the Christ (A Paixão de Cristo), então você já sabe que a resposta para essas perguntas é SIM. Por isso, o que faz qualquer um de nós pensar que estaremos imunes ao sofrimento e à solidão, desencorajados, ou recebermos críticas injustas?

A verdade é que Deus desenvolveu dentro de você o caráter de Cristo e, para fazer isso, Ele leva você a experimentar todas as circunstâncias da vida pelas quais Jesus também passou. Isto significa que Deus está mais interessado em seu caráter do que em seu conforto, Ele está mais preocupado com sua santidade do que com sua felicidade. Assim, a nossa pergunta não deve ser: “e se eu passar pelo vale da sombra da morte?”…; mas o certo deve ser “e quando eu passar por este vale…?”.

Agora vem outra pergunta: O nosso Deus pode causar tragédias? A resposta é não. Deus é bom, Ele não pode causar o mal ou fazer o mal. Mas com certeza Deus pode PERMITIR E USAR esses momentos escuros e estressantes para o nosso bem. Ele deseja usá-los para ajudar você a se tornar semelhante a Cristo em caráter.

Então, o que devemos fazer quando tivermos de atravessar tempos difíceis em nossa vida? Vamos ver algumas claras lições que o Salmo 23 trás pra gente:
  1. Recuse-se a ficar desencorajado. Davi disse: “…não temerei perigo algum…” (Sl. 23:4) Isso implica uma escolha, um ato de decisão. Nas últimas 12 horas da vida de Cristo, você vê claramente que Ele fez uma ESCOLHA para seguir a vontade de Deus; Ele fez a ESCOLHA de enfrentar o medo; Ele fez a ESCOLHA de ignorar o desespero.
  2. Lembre-se que Deus está com você em TODOS os momentos. Davi disse: “…pois tu estás comigo…” (Sl. 23:4) Deus não apenas promete Seu poder; Ele promete Sua presença. Nunca entramos sozinhos no vale escuro. Jesus sabia que não estava sozinho quando estava na cruz.
  3. Lembre-se que “Deus proverá”. Davi afirmou: “O Senhor é meu pastor e NADA me faltará” (Sl. 23.1). Além da presença do Senhor que se faz presente em meio ao nosso sofrimento, nós podemos contar com a Sua provisão. Ele proverá toda e qualquer solução, Ele abrirá as portas, lhe mostrará uma direção e suprirá todas as suas necessidades.
  4. Descanse na proteção e na orientação de Deus. Davi disse no Salmo 23:4 que a vara e o cajado de Deus o confortava. A vara e o cajado são ferramentas comuns usadas para proteger e guiar a ovelha. Deus vai estar com você, Ele vai lhe proteger e guiar. Jesus poderia ter chamado a proteção de 10.000 anjos; poderia ter levado seus discípulos às armas; em vez disso, Ele descansou em Deus, pois ele sabia que Deus iria protegê-lo e guiá-lo.
  5. Lembre-se do seu futuro. Davi afirma: “Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida…” E ele ainda diz mais: “…e habitarei na casa do Senhor para todo o sempre”. Nós cristão temos o privilégio de podermos em meios as crises e dificuldades de nossas vidas levantarmos a nossa cabeça e olharmos adiante. Podemos lembrar que por mais dura que seja a realidade que vivenciamos hoje, certamente haverá um amanhã de alegria e muita felicidade para todos nós. “O choro pode durar por uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Salmo. 30.15). “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que desejais” (Jeremias 29:11).
Não importa quem você seja, se você crê ou não, todos passamos por momentos de dificuldades. A diferença para o cristão não é a ausência das sombras, mas a presença da Luz em meio as trevas. Fique tranqüilo, pois o melhor ainda está por vir! Que Deus te abençoe!

Bel. André Monteiro
É webdesigner, secretário sinodal de adolescentes do Sínodo do Rio de Janeiro e Bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico Presbiteriano Rev. Ashbel Green Simonton. Hoje atua na liderança e pastoreio da juventude da IP Botafogo e também é professor da Escola Bíblica Dominical da UPA e UMP-Botafogo. Para falar com o Bel. André basta enviar um email para albmonteiro@gmail.com

17 de jun. de 2007

Quem Ama Sangra

Ele olhou ao redor da montanha e previu uma cena.
Três corpos pendurados em três cruzes. Braços estendidos.
Cabeças inclinadas para frente.
Eles gemiam por causa do vento.
Homens fardados estavam sentados no chão, perto dos três.
Homens com roupas de religiosos se afastaram para o lado... arrogantes, convencidos.
Mulheres envolvidas em sofrimento estão reunidas ao pé da montanha... rostos marcados pelas lágrimas.
Todo o céu se levantou para lutar.
Toda a natureza se ergueu para o resgate.
Toda eternidade posicionou-se para dar proteção.
Mas o Criador não deu ordem alguma.
"Isso deve ser feito...", disse, e retirou-se.
O anjo disse outra vez: "Seria menos doloroso se..."
O Criador o interrompeu brandamente: "Mas não seria amor..."

(autoria desconhecida)

5 de jun. de 2007

Tentar de novo!


Nickelback - Far Away (tradução)


Cristo: Aquele que foi longe por você...
Na cruz: Sofreu a maior solidão por simplesmente amar você...
Ao morrer: Ele foi capaz de confrontar todo o inferno por mim e você...
Ele nunca: Desistiu de estar ao nosso lado...
Ontem: Você estava longe DEle...
Hoje: É hora da sua segunda chance.

29 de mai. de 2007

10 de mai. de 2007

Você conhece o Pacto de Lausanne?

Lausanne, na Suíça é o lugar em que ocorreu o Congresso Internacional de Evangelização em 1974. Líderes cristãos de 150 países compareceram, e daí surgiu o Lausanne Committee for World Evangelization (Comitê de Lausanne para a Evangelização Mundial). Esse congresso também estabeleceu um pacto, este que você lê abaixo. Este pacto foi assinado por 2.300 evangélicos que se comprometeram a ir mais a fundo no compromisso com a evangelização mundial. Desde então o pacto tem sido uma das maiores referências para igrejas e missões em todo o mundo. Nós da juventude, não poderíamos deixar de colocar no nosso blogger essa referência e registro histórico. Vale MUITO a pena conferir:

Introdução
Nós, membros da Igreja de Jesus Cristo, procedentes de mais de 150 nações, participantes do Congresso Internacional de Evangelização Mundial, em Lausanne, louvamos a Deus por sua grande salvação, e regozijamo-nos com a comunhão que, por graça dele mesmo, podemos ter com ele e uns com os outros. Estamos profundamente tocados pelo que Deus vem fazendo em nossos dias, movidos ao arrependimento por nossos fracassos e dasafiados pela tarefa inacabada da evangelização. Acreditamos que o evangelho são as boas novas de Deus para todo o mundo, e por sua graça, decidimo-nos a obedecer ao mandamento de Cristo de proclamá-lo a toda a humanidade e fazer discípulos de todas as nações. Desejamos, portanto, reafirmar a nossa fé e a nossa resolução, e tornar público o nosso pacto.

1. O propósito de Deus
Afirmamos a nossa crença no único Deus eterno, Criador e Senhor do Mundo, Pai, Filho e Espírito Santo, que governa todas as coisas segundo o propósito da sua vontade. Ele tem chamado do mundo um povo para si, enviando-o novamente ao mundo como seus servos e testemunhas, para estender o seu reino, edificar o corpo de Cristo, e também para a glória do seu nome. Confessamos, envergonhados, que muitas vezes negamos o nosso chamado e falhamos em nossa missão, em razão de nos termos conformado ao mundo ou nos termos isolado demasiadamente. Contudo, regozijamo-nos com o fato de que, mesmo transportado em vasos de barro, o evangelho continua sendo um tesouro precioso. À tarefa de tornar esse tesouro conhecido, no poder do Espírito Santo, desejamos dedicar-nos novamente.

2. A autoridade e o poder da Bíblia
Afirmamos a inspiração divina, a veracidade e autoridade das Escrituras tanto do Velho como do Novo Testamento, em sua totalidade, como única Palavra de Deus escrita, sem erro em tudo o que ela afirma, e a única regra infalível de fé e pratica. Também afirmamos o poder da Palavra de Deus para cumprir o seu propósito de salvação. A mensagem da Bíblia destina-se a toda a humanidade, pois a revelação de Deus em Cristo e na Escritura é imutável. Através dela o Espírito Santo fala ainda hoje. Ele ilumina as mentes do povo de Deus em toda cultura, de modo a perceberem a sua verdade, de maneira sempre nova, com os próprios olhos, e assim revela a toda a igreja uma porção cada vez maior da multiforme sabedoria de Deus.

3. A unicidade e a universalidade de Cristo
Afirmamos que há um só Salvador e um só evangelho, embora exista uma ampla variedade de maneiras de se realizar a obra de evangelização. Reconhecemos que todos os homens têm algum conhecimento de Deus através da revelação geral de Deus na natureza. Mas negamos que tal conhecimento possa salvar, pois os homens, por sua injustiça, suprimem a verdade. Também rejeitamos, como depreciativo de Cristo e do evangelho, todo e qualquer tipo de sincretismo ou de diálogo cujo pressuposto seja o de que Cristo fala igualmente através de todas as religiões e ideologias. Jesus Cristo, sendo ele próprio o único Deus-homem, que se deu uma só vez em resgate pelos pecadores, é o único mediador entre Deus e o homem. Não existe nenhum outro nome pelo qual importa que sejamos salvos. Todos os homens estão perecendo por causa do pecado, mas Deus ama todos os homens, desejando que nenhum pereça, mas que todos se arrependam. Entretanto, os que rejeitam Cristo repudiam o gozo da salvação e condenam-se à separação eterna de Deus. Proclamar Jesus como "o Salvador do mundo" não é afirmar que todos os homens, automaticamente, ou ao final de tudo, serão salvos; e muito menos que todas as religiões ofereçam salvação em Cristo. Trata-se antes de proclamar o amor de Deus por um mundo de pecadores e convidar todos os homens a se entregarem a ele como Salvador e Senhor no sincero compromisso pessoal de arrependimento e fé. Jesus Cristo foi exaltado sobre todo e qualquer nome. Anelamos pelo dia em que todo joelho se dobrará diante dele e toda língua o confessará como Senhor.

4. A natureza da evangelização
Evangelizar é difundir as boas novas de que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou segundo as Escrituras, e de que, como Senhor e Rei, ele agora oferece o perdão dos pecados e o dom libertador do Espírito a todos os que se arrependem e crêem. A nossa presença cristã no mundo é indispensável à evangelização, e o mesmo se dá com aquele tipo de diálogo cujo propósito é ouvir com sensibilidade, a fim de compreender. Mas a evangelização propriamente dita é a proclamação do Cristo bíblico e histórico como Salvador e Senhor, com o intuito de persuadir as pessoas a vir a ele pessoalmente e, assim, se reconciliarem com Deus. Ao fazermos o convite do evangelho, não temos o direito de esconder o custo do discipulado. Jesus ainda convida todos os que queiram segui-lo e negarem-se a si mesmos, tomarem a cruz e identificarem-se com a sua nova comunidade. Os resultados da evangelização incluem a obediência a Cristo, o ingresso em sua igreja e um serviço responsável no mundo.

5. A responsabilidade social cristã
Afirmamos que Deus é o Criador e o Juiz de todos os homens. Portanto, devemos partilhar o seu interesse pela justiça e pela conciliação em toda a sociedade humana, e pela libertação dos homens de todo tipo de opressão. Porque a humanidade foi feita à imagem de Deus, toda pessoa, sem distinção de raça, religião, cor, cultura, classe social, sexo ou idade possui uma dignidade intrínseca em razão da qual deve ser respeitada e servida, e não explorada. Aqui também nos arrependemos de nossa negligência e de termos algumas vezes considerado a evangelização e a atividade social mutuamente exclusivas. Embora a reconciliação com o homem não seja reconciliação com Deus, nem a ação social evangelização, nem a libertação política salvação, afirmamos que a evangelização e o envolvimento sócio-político são ambos parte do nosso dever cristão. Pois ambos são necessárias expressões de nossas doutrinas acerca de Deus e do homem, de nosso amor por nosso próximo e de nossa obediência a Jesus Cristo. A mensagem da salvação implica também uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, de opressão e de discriminação, e não devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça onde quer que existam. Quando as pessoas recebem Cristo, nascem de novo em seu reino e devem procurar não só evidenciar mas também divulgar a retidão do reino em meio a um mundo injusto. A salvação que alegamos possuir deve estar nos transformando na totalidade de nossas responsabilidades pessoais e sociais. A fé sem obras é morta.

6. A Igreja e a evangelização
Afirmamos que Cristo envia o seu povo redimido ao mundo assim como o Pai o enviou, e que isso requer uma penetração de igual modo profunda e sacrificial. Precisamos deixar os nossos guetos eclesiásticos e penetrar na sociedade não-cristã. Na missão de serviço sacrificial da igreja a evangelização é primordial. A evangelização mundial requer que a igreja inteira leve o evangelho integral ao mundo todo. A igreja ocupa o ponto central do propósito divino para com o mundo, e é o agente que ele promoveu para difundir o evangelho. Mas uma igreja que pregue a Cruz deve, ela própria, ser marcada pela Cruz. Ela torna-se uma pedra de tropeço para a evangelização quando trai o evangelho ou quando lhe falta uma fé viva em Deus, um amor genuíno pelas pessoas, ou uma honestidade escrupulosa em todas as coisas, inclusive em promoção e finanças. A igreja é antes a comunidade do povo de Deus do que uma instituição, e não pode ser identificada com qualquer cultura em particular, nem com qualquer sistema social ou político, nem com ideologias humanas.

7. Cooperação na evangelização
Afirmamos que é propósito de Deus haver na igreja uma unidade visível de pensamento quanto à verdade. A evangelização também nos convoca à unidade, porque o ser um só corpo reforça o nosso testemunho, assim como a nossa desunião enfraquece o nosso evangelho de reconciliação. Reconhecemos, entretanto, que a unidade organizacional pode tomar muitas formas e não ativa necessariamente a evangelização. Contudo, nós, que partilhamos a mesma fé bíblica, devemos estar intimamente unidos na comunhão uns com os outros, nas obras e no testemunho. Confessamos que o nosso testemunho, algumas vezes, tem sido manchado por pecaminoso individualismo e desnecessária duplicação de esforço. Empenhamo-nos por encontrar uma unidade mais profunda na verdade, na adoração, na santidade e na missão. Instamos para que se apresse o desenvolvimento de uma cooperação regional e funcional para maior amplitude da missão da igreja, para o planejamento estratégico, para o encorajamento mútuo, e para o compartilhamento de recursos e de experiências.

8. Esforço conjugado de Igrejas na evangelização
Regozijamo-nos com o alvorecer de uma nova era missionária. O papel dominante das missões ocidentais está desaparecendo rapidamente. Deus está levantando das igrejas mais jovens um grande e novo recurso para a evangelização mundial, demonstrando assim que a responsabilidade de evangelizar pertence a todo o corpo de Cristo. Todas as igrejas, portando, devem perguntar a Deus, e a si próprias, o que deveriam estar fazendo tanto para alcançar suas próprias áreas como para enviar missionários a outras partes do mundo. Deve ser permanente o processo de reavaliação da nossa responsabilidade e atuação missionária. Assim, haverá um crescente esforço conjugado pelas igrejas, o que revelará com maior clareza o caráter universal da igreja de Cristo. Também agradecemos a Deus pela existência de instituições que laboram na tradução da Bíblia, na educação teológica, no uso dos meios de comunicação de massa, na literatura cristã, na evangelização, em missões, no avivamento de igrejas e em outros campos especializados. Elas também devem empenhar-se em constante auto-exame que as levem a uma avaliação correta de sua eficácia como parte da missão da igreja.

9. Urgência da tarefa evangelística
Mais de dois bilhões e setecentos milhões de pessoas, ou seja, mais de dois terços da humanidade, ainda estão por serem evangelizadas. Causa-nos vergonha ver tanta gente esquecida; continua sendo uma reprimenda para nós e para toda a igreja. Existe agora, entretanto, em muitas partes do mundo, uma receptividade sem precedentes ao Senhor Jesus Cristo. Estamos convencidos de que esta é a ocasião para que as igrejas e as instituições para-eclesiásticas orem com seriedade pela salvação dos não-alcançados e se lancem em novos esforços para realizarem a evangelização mundial. A redução de missionários estrangeiros e de dinheiro num país evangelizado algumas vezes talvez seja necessária para facilitar o crescimento da igreja nacional em autonomia, e para liberar recursos para áreas ainda não evangelizadas. Deve haver um fluxo cada vez mais livre de missionários entre os seis continentes num espírito de abnegação e prontidão em servir. O alvo deve ser o de conseguir por todos os meios possíveis e no menor espaço de tempo, que toda pessoa tenha a oportunidade de ouvir, de compreender e de receber as boas novas. Não podemos esperar atingir esse alvo sem sacrifício. Todos nós estamos chocados com a pobreza de milhões de pessoas, e conturbados pelas injustiças que a provocam. Aqueles dentre nós que vivem em meio à opulência aceitam como obrigação sua desenvolver um estilo de vida simples a fim de contribuir mais generosamente tanto para aliviar os necessitados como para a evangelização deles.

10. Evangelização e cultura
O desenvolvimento de estratégias para a evangelização mundial requer metodologia nova e criativa. Com a bênção de Deus, o resultado será o surgimento de igrejas profundamente enraizadas em Cristo e estreitamente relacionadas com a cultura local. A cultura deve sempre ser julgada e provada pelas Escrituras. Porque o homem é criatura de Deus, parte de sua cultura é rica em beleza e em bondade; porque ele experimentou a queda, toda a sua cultura está manchada pelo pecado, e parte dela é demoníaca. O evangelho não pressupõe a superioridade de uma cultura sobre a outra, mas avalia todas elas segundo o seu próprio critério de verdade e justiça, e insiste na aceitação de valores morais absolutos, em todas as culturas. As missões, muitas vezes têm exportado, juntamente com o evangelho, uma cultura estranha, e as igrejas, por vezes, têm ficado submissas aos ditames de uma determinada cultura, em vez de às Escrituras. Os evangelistas de Cristo têm de, humildemente, procurar esvaziar-se de tudo, exceto de sua autenticidade pessoal, a fim de se tornarem servos dos outros, e as igrejas têm de procurar transformar e enriquecer a cultura; tudo para a glória de Deus.

11. Educação e liderança
Confessamos que às vezes temos nos empenhado em conseguir o crescimento numérico da igreja em detrimento do espiritual, divorciando a evangelização da edificação dos crentes. Também reconhecemos que algumas de nossas missões têm sido muito remissas em treinar e incentivar líderes nacionais a assumirem suas justas responsabilidades. Contudo, apoiamos integralmente os princípios que regem a formação de uma igreja de fato nacional, e ardentemente desejamos que toda a igreja tenha líderes nacionais que manifestem um estilo cristão de liderança não em termos de domínio, mas de serviço. Reconhecemos que há uma grande necessidade de desenvolver a educação teológica, especialmente para líderes eclesiáticos. Em toda nação e em toda cultura deve haver um eficiente programa de treinamento para pastores e leigos em doutrina, em discipulado, em evangelização, em edificação e em serviço. Este treinamento não deve depender de uma metodologia estereotipada, mas deve se desenvolver a partir de iniciativas locais criativas, de acordo com os padrões bíblicos.

12. Conflito espiritual
Cremos que estamos empenhados num permanente conflito espiritual com os principados e postestades do mal, que querem destruir a igreja e frustrar sua tarefa de evangelização mundial. Sabemos da necessidade de nos revestirmos da armadura de Deus e combater esta batalha com as armas espirituais da verdade e da oração. Pois percebemos a atividade no nosso inimigo, não somente nas falsas ideologias fora da igreja, mas também dentro dela em falsos evangelhos que torcem as Escrituras e colocam o homem no lugar de Deus. Precisamos tanto de vigilância como de discernimento para salvaguardar o evangelho bíblico. Reconhecemos que nós mesmos não somos imunes ao perigo de capitularmos ao secularismo. Por exemplo, embora tendo à nossa disposição pesquisas bem preparadas, valiosas, sobre o crescimento da igreja, tanto no sentido numérico como espiritual, às vezes não as temos utilizado. Por outro lado, por vezes tem acontecido que, na ânsia de conseguir resultados para o evangelho, temos comprometido a nossa mensagem, temos manipulado os nossos ouvintes com técnicas de pressão, e temos estado excessivamente preocupados com as estatísticas, e até mesmo utilizando-as de forma desonesta. A igreja tem que estar no mundo; o mundo não tem que estar na igreja.

13. Liberdade e perseguição
É dever de toda nação, dever que foi estabelecido por Deus, assegurar condições de paz, de justiça e de liberdade em que a igreja possa obedecer a Deus, servir a Cristo Senhor e pregar o evangelho sem impedimentos. Portanto, oramos pelos líderes das nações e com eles instamos para que garantam a liberdade de pensamento e de consciência, e a liberdade de praticar e propagar a religião, de acordo com a vontade de Deus, e com o que vem expresso na Declaração Universal do Direitos Humanos. Também expressamos nossa profunda preocupação com todos os que foram injustamente encarcerados, especialmente com nossos irmãos que estão sofrendo por causa do seu testemunho do Senhor Jesus. Prometemos orar e trabalhar pela libertação deles. Ao mesmo tempo, recusamo-nos a ser intimidados por sua situação. Com a ajuda de Deus, nós também procuraremos nos opor a toda injustiça e permanecer fiéis ao evangelho, seja a que custo for. Não nos esqueçamos de que Jesus nos previniu de que a perseguição é inevitável.

14. O poder do Espírito Santo
Cremos no poder do Espírito Santo. O pai enviou o seu Espírito para dar testemunho do seu Filho. Sem o testemunho dele o nosso seria em vão. Convicção de pecado, fé em Cristo, novo nascimento cristão, é tudo obra dele. De mais a mais, o Espírito Santo é um Espírito missionário, de maneira que a evangelização deve surgir espontaneamente numa igreja cheia do Espírito. A igreja que não é missionária contradiz a si mesma e debela o Espírito. A evangelização mundial só se tornará realidade quando o Espírito renovar a igreja na verdade, na sabedoria, na fé, na santidade, no amor e no poder. Portanto, instamos com todos os cristãos para que orem pedindo pela visita do soberano Espírito de Deus, a fim de que o seu fruto todo apareça em todo o seu povo, e que todos os seus dons enriqueçam o corpo de Cristo. Só então a igreja inteira se tornará um instrumento adequado em Suas mãos, para que toda a terra ouça a Sua voz.

15. O retorno de Cristo
Cremos que Jesus Cristo voltará pessoal e visivelmente, em poder e glória, para consumar a salvação e o juízo. Esta promessa de sua vinda é um estímulo ainda maior à evangelização, pois lembramo-nos de que ele disse que o evangelho deve ser primeiramente pregado a todas as nações. Acreditamos que o período que vai desde a ascensão de Cristo até o seu retorno será preenchido com a missão do povo de Deus, que não pode parar esta obra antes do Fim. Também nos lembramos da sua advertência de que falsos cristos e falsos profetas apareceriam como precursores do Anticristo. Portanto, rejeitamos como sendo apenas um sonho da vaidade humana a idéia de que o homem possa algum dia construir uma utopia na terra. A nossa confiança cristã é a de que Deus aperfeiçoará o seu reino, e aguardamos ansiosamente esse dia, e o novo céu e a nova terra em que a justiça habitará e Deus reinará para sempre. Enquanto isso, rededicamo-nos ao serviço de Cristo e dos homens em alegre submissão à sua autoridade sobre a totalidade de nossas vidas.

Conclusão
Portanto, à luz desta nossa fé e resolução, firmamos um pacto solene com Deus, bem como uns com os outros, de orar, planejar e trabalhar juntos pela evangelização de todo o mundo. Instamos com outros para que se juntem a nós. Que Deus nos ajude por sua graça e para a sua glória a sermos fiéis a este Pacto! Amém. Aleluia!

[Lausanne, Suíça, 1974]

Para maiores informações sobre o movimento de Lausanne,
visite Lausanne Committee for World Evangelization (em inglês).

Lausanne e Juventude

Por Doug Birds

No mundo de hoje, a voz da juventude não está apenas ganhando força: ela não pode ser ignorada. Com a expansão exponencial da migração global e o aumento da mobilidade, da comunicação global e da tecnologia da informação, os jovens não são apenas os mais afetados como também o meio mais importante de impacto sobre a cultura global e, consequentemente, sobre o futuro. E não é diferente no mundo cristão e na questão da evangelização global.

Mais de cem anos atrás, o Movimento Voluntário de Estudantes nasceu da paixão e energia de jovens para evangelizar até os confins da terra. Assim como a visão determina a trajetória de qualquer movimento, a liderança providencia inércia e força para que o movimento caminhe em uma direção específica. Desta maneira, cada movimento deve prestar atenção à formação e incorporação constante de novas gerações de liderança. A História nos faz lembrar de movimentos vibrantes que negligenciaram este processo de formação de liderança e, subseqüentemente, enfraqueceram e desapareceram.

Hoje em dia, o retrato de um típico cristão global não é mais um homem norte-americano caucasiano, adulto e de classe média. Ao contrário o típico cristão de hoje se pareceria mais com uma africana de dezoito anos de uma denominação carismática independente e de classe econômica mais baixa. Com esta mudança sísmica no centro de gravidade do norte para o sul do globo e da idade adulta para a juventude, Lausanne está buscando ser um movimento que reflete plenamente as realidades demográficas e teológicas da igreja global como um todo. Mesmo que o mundo no qual vivamos esteja mudando, nosso compromisso permanece o mesmo – ajudar a Igreja como um todo a trazer o Evangelho todo para o mundo todo. A diferença, agora, é que nossa compreensão da composição desta igreja e deste mundo precisam estar afinadas com o nosso tempo.

Um bom exemplo destes esforços foi o Encontro de Jovens Lideranças que aconteceu em outubro passado. Foi uma experiência poderosa reunir 550 jovens líderes com, idades entre 25 e 35 anos, de 112 países de todo o mundo! Este grupo representa um microcosmo da igreja global. 28% dos participantes eram da Europa, América do Norte e Austrália. 7% eram do Leste Europeu. A maiora – 65% - eram da África, América Latina e Ásia. Nosso compromisso em trazer a Igreja como um todo a levar o Evangelho todo para o mundo todo não foi apenas divulgado: foi abraçado e celebrado.

Planos para eventos multiplicadores deste encontro, que devem acontecer em todas as onze regiões do mundo durante os próximos dois anos, estão em andamento. Estes eventos serão coordenados por nossos diretores regionais. Estamos na expectativa de poder mantê-los informados destes encontros regionais para jovens lideranças à medida que os planos se tornarem realidade.

O movimento de Lausanne não está buscando apenas focar idéias-chave e questões cruciais como também buscar entender quem são as pessoas que Deus está levantando. Lausanne está comprometido em ser um reflexo das realidades globais da igreja, assim como em providenciar uma plataforma para uma nova geração de lideranças – especialmente lideranças do sul global. Como igreja, precisamos ouvir e amplificar as vozes proféticas de nossos jovens tanto do norte quanto do sul. É nossa esperança que, ao prover uma plataforma, possamos ouvir as vozes que representam toda a Igreja, todo o Corpo de Cristo. O movimento de Lausanne está buscando encontrar um novo equilíbrio em que sul e norte, jovens e experientes possam interagir uns com os outros de um modo sinérgico baseado em vocação, visão, necessidades, recursos e respeito mútuo.

Muitos dos atuais líderes mais velhos do movimento de Lausanne, incluindo este que vos fala, emergiram de um encontro de jovens lideranças organizado na Cingapura em 1987. Participantes deste encontro estão agora planejando um reencontro para comemorar os 20 anos do evento que vai acontecer em Budapeste, na Hungria, em junho deste ano. Este encontro celebrará os relacionamentos estabelecidos e também irá refletir no impacto estratégico daquele evento em 1987 sobre vidas e ministérios. Todo movimento precisa da experiência daqueles que já trilharam o caminho à nossa frente, o compromisso daqueles que estão engajados hoje no ministério e também a liderança, o entusiasmo, a vitalidade e a promessa de uma nova geração.
À medida que planejamos e oramos pelo futuro, sejamos conscientes e cuidadosos no desenvolvimento e refinamento da juventude que irá nos energizar e liderar durante a próxima etapa da evangelização global.

7 de mai. de 2007

Devocional X Evangelismo : um depende do outro?

Quero responder a esta pergunta propondo uma outra: como nos sentiríamos se fossemos convidados a apresentar a um grupo de pessoas, alguém que não conhecemos? Sem dúvida nossa tarefa seria bem difícil devido a este desconhecimento. No evangelismo acontece o mesmo, voce pode decorar versículos para as mais diversas situações, pode até decorar 500 técnicas de abordagens evangelísticas e 18000 respostas para perguntas díficeis. Mas não podemos confundir evangelização com aberturas de xadrez; saiba que, para cada pergunta sempre haverá uma resposta e para cada resposta sua, sempre haverá uma boa pergunta; este é o limite da apologética. Sendo assim precisaremos estar bem seguros quanto ao que, em nosso caso a Quem, devemos apresentar em nossa prática de evangelização.

Usando outro exemplo; eu posso não saber os nomes dos meus bisavós mas isso não impede que eu possa apresentar meu pai a qualquer pessoa, a razão para isso é simples: posso não ter todas as informações relacionadas a minha familia mas conheço suficiente ao meu pai para apresentá-lo. Pegou a idéia? Voce pode não saber de cor a genealogia de Jesus mas deve ter um relacionamento pessoal com ele que o capacite a apresentá-lo. Os apóstolos disseram desta forma; “não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos” ( At. 4.20 ).

Isto levanta a questão sobre o que temos visto e ouvido e como isto nos impulsiona a evangelização. Quando reduzimos a evangelização a técnicas de abordagem, a respostas inteligentes para perguntas dificeis, ou a mensagem do Evangelho a uma teoria sobre Jesus Cristo; perdemos o ponto. O Reino de Deus é relação e o Evangelho é o relato do que Deus fez (e faz!) em Cristo para viabilizar esta relação do ser humano com Deus, do ser humano consigo mesmo, do ser humano com seu próximo, do ser humano com a criação e até da criação com a própria criação. Tudo que o pecado afetou pode ser restaurado, reconciliado por meio do que Deus fez em Cristo na Cruz (Col 1. 19-20). E aqui estamos diante da difícil questão; é isso o que temos visto e ouvido? Todas as coisas sendo reconciliadas em Cristo! É isto que demonstra a nossa vida comunitária em nossa igreja local? É isso que apresenta minha vida, como resultado da minha decisão de seguir a Jesus Cristo?

Chegamos ao ponto onde podemos relacionar a questão da evangelização com nossa vida devocional. Em primeiro lugar é importante afirmar que nossa vida devocional não se limita a uma dimensão de minha vida privada restrita aos tempos tranquilos de oração e leitura bíblica. Minha vida de comunhão com os irmãos é fundamental para uma vida devocional saudável. Fomos salvos para fazer parte de um povo, de uma nação eleita de uma comunidade. Quando oramos o Pai Nosso, devemos manter nossa atenção para o fato de que o Pai é nosso e não meu. Uma vida devocional que se imagine “independente”da qualidade de nossa relação comunitária no Corpo de Cristo, ou seja, nossa igreja local (para ser mais específico), é o mesmo que um velocista que decide usar somente uma das pernas para correr quando dispõe de duas para enfrentar seu desafio.

Sei que viver com os irmãos no céu é glória e que viver com os mesmos irmãos na terra é outra estória, no entanto parte da minha vida devocional é a capacidade de perdoar e de ser perdoado. Ninguém escapa do desafio de expressarmos, na história, os benefícios da cruz de Cristo, ao fazer de um grupo de pecadores um só povo. Povo que vive (deveria viver) hoje, na história, os sinais do que será perfeito um dia quando nosso Senhor retorne.

Quando entendemos que nossa vida devocional começa primeiramente na esfera da vida comunitária podemos dar um passo adiante para o aspecto da vida privada. Nunca é demais lembrar que esta dimensão particular da vida não significa isolacionismo individualista, vivemos no corpo de Cristo e mesmo quando estamos sós, ainda estamos no Corpo de Cristo. Estou frisando muito este aspecto porque creio que, uma das maiores deficiências que encontramos na Igreja Evangélica no Brasil (para não falar de outros), é a compreensão que temos de vida comunitária. Confessamos que cremos na Trindade e não temos muita idéia do que isso significa para a vida da igreja. Voltando a dimesão privada da vida devocional quero dizer que, será nossa experiência diaria de obediência a Jesus Cristo que nos permitirá conhece-lo cada vez mais. Em diferentes situações e contextos suas promessas, orientações e consolo nos levará a uma maior intimidade com Ele.

Perceba bem que enfoquei o aspecto obediência e não a oração e a leitura bíblica. Por que será? Porque podemos ter leitura biblica sem obediência e oração que expresse nossos motivos errados, que visem nossos próprios prazeres (Tg 4.3). Assim como o povo de Israel, segundo o relato do primeiro capítulo de Isaias, podemos ter uma “prática espiritual” que expresse distância de Deus e não proximidade. Uma vida devocional que expresse indiferença e não intimidade, como o que aconteceu com a Igreja em Laodicéia (Ap.3.14). Se nossa vida devocional for marcada pela a famosa advertência de Tiago 1.22, de sermos praticantes e não meros ouvintes (enganado-nos a nós mesmos) as promessas bíblicas indicam que seremos íntimos do Senhor. Vejamos algumas destas promessas: “O Senhor confia os seus segredos aos que o temem e os leva a conhecer sua aliança” Sl.25.14; “Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele.”Jo 14.21; “Voces serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno”. Jo 15.14

Isso é tudo que precisamos; amigos de Jesus Cristo que apresentem de forma viva o que tem visto e ouvido! Aquele que no passado nos falou “muitas vezes e de muitas maneiras aos nossos antepassados pelos profetas, mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho” (Hb 1.1) que nos dá a conhecer em sua Palavra o que nos torna sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus (2Tm 3.15), pois; “não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos”(At4.12).

Devocional e Evangelismo estão portanto viceralmente ligados pois, não podemos apresentar alguém que não conhecemos. Em se tratando do Senhor Jesus Cristo, não o conheceremos sem uma vida marcada pela obediência a sua Palavra. Esta vida de obediência deve ser expressa numa vida devocional, comunitária e privada, pois este Evangelho é o Evangelho da reconciliação, o Evangelho do Reino de Deus.

Ziel Machado
É pastor da igreja metodista-livre e trabalha há 27 anos no ministério estudantil, onde exerce a função de secretário para a América Latina da CIEE. Baixe outros textos do autor: "De Corazón a Corazón" (em espanhol); "O Foco da Missão" e o "Pacto de Iatici" (Obs. Todos os textos foram disponibilizados pelo próprio autor para a publicação no nosso blogger).

24 de abr. de 2007

Missão Integral

*Por Osmar Ludovico da Silva


Deus criou o homem com uma tríplice natureza: corpo, alma e espírito. Na tradição hebraica e cristã estes três aspectos da natureza humana são absolutamente inseparáveis e interligados. Corpo, alma e espírito se interpenetram e formam uma unidade.

Muitas vezes usamos a expressão “salvar almas”. Trata-se de um equívoco, pois as Escrituras nos afirmam que todos ressuscitarão e a vida eterna será vivida no corpo. O corpo é tão importante que até mesmo Deus se esvaziou e assumiu a forma humana em Cristo Jesus.

Assim a Igreja é chamada a proclamar o Evangelho a todo homem e ao homem todo, em todo lugar. É chamada a espalhar as boas novas da salvação, mas também trazer alívio ao que sofre e buscar para ele justiça e meios de uma vida digna.

Em Mateus 4.23-24 lemos: “Percorria Jesus toda a Galiléia ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo. E a sua fama correu por toda a Síria; trouxeram-lhe, então, todos os doentes, acometidos de várias enfermidades e tormentos: endemoninhados, lunáticos e paralíticos. E ele os curou”.

Vemos neste texto Jesus Cristo ministrando ao homem todo, na sua dimensão espiritual, mental e física. Ele não só pregava o Evangelho como também ensinava, isto é explicava e expunha a Palavra. Ele também libertava da patologia espiritual as vítimas de possessão (endemoninhados), curava os doentes mentais (lunáticos) e ainda os acometidos de enfermidades físicas (paralíticos).

Quando o homem e a mulher pecaram no Jardim do Éden eles perderam a saúde espiritual, psíquica e física. Jesus Cristo vem para salvar e restaurar o homem em todas as dimensões, revertendo os efeitos da queda. Ele faz isto através da sua encarnação, da sua morte na cruz e da sua ressurreição.

Assim, não se trata só de salvar almas, mas salvar homens e mulheres na sua integralidade, seu ser completo. A missão de Cristo, cuja proclamação ele confiou a sua Igreja, é a de resgatar o homem todo.

Em Lucas 4.18 lemos: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres e enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para por em liberdade os oprimidos”. Aqui também Jesus Cristo no início de seu ministério define sua missão: evangelizar, libertar e curar. Os pobres são os destituídos de condições mínimas de subsistência. Os cativos são as vitimas de sistemas injustos e opressores e os cegos aqueles acometidos de enfermidades físicas.

Jesus Cristo multiplica pães para atender os famintos, cura os enfermos, expulsa demônios e anuncia a salvação. Seu ministério envolve a biologia, o psiquismo e o espírito humano. A missão integral se articula nestes três níveis indo ao encontro das necessidades humanas, levando através do Evangelho salvação, alívio, libertação e cura.

Somos chamados por Cristo a nos envolver com a humanidade minorando seu sofrimento através de ações humanitárias, promovendo o desenvolvimento, buscando a justiça. Em todas estas circunstâncias anunciamos o arrependimento e a fé em Cristo para a salvação eterna.

A Igreja certamente tem um papel fundamental no nosso país como instrumento de transformação, desenvolvimento e justiça, através de uma evangelização acompanhada de ações sociais, educacionais e de cidadania, restaurando o homem brasileiro em todas as suas dimensões.

Outro lado desta mesma questão é a afirmação das Escrituras que a fé sem obras é morta. Somos chamados a crescer na vida espiritual, nas disciplinas da oração e leitura bíblica, a nos envolver com a missão de Cristo e a praticar boas obras de justiça. As boas obras que Deus espera que pratiquemos dizem respeito a ouvir o clamor dos que sofrem, ir ao encontro deles, levando alívio e esperança, e também buscando para eles justiça e dignidade.

12 de mar. de 2007

Nosso blogger é acessado em vários paises!

Estamos muito felizes em saber que o nosso blogger está sendo acessado por gente de vários lugares do mundo! Nosso contador de acessos que é feito pelo "Site Meter" (www.sitemeter.com) nos dá semanalmente um resumo dos acessos do nosso blogger e graças a Deus estamos muito felizes com o retorno que estamos tendo! Veja abaixo o resumo dessa última semana:

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Vamos continuar trabalhando firme por aqui, para que mais pessoas possam ser abençoadas através dos textos do nosso blogger e também conhecerem ainda mais essa nossa m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a juventude! Valeu galera!!!

3 de jan. de 2007

Fé? O que é?

Geralmente se diz que fé é acreditar em Deus. Ou ainda que fé é acreditar que Deus tudo pode.
As duas definições, entretanto, nada nos acrescentam, pois esse tipo de fé até mesmo o diabo tem.

Gosto da definição de Rob Bell:
"fé é acreditar que Deus acredita em você."

Essa foi a experiência de Pedro
quando pediu que Jesus o chamasse para
andar sobre as águas. E Jesus o chamou,
isto é, pronunciou uma palavra de ordem a seu respeito.

Pedro saiu do barco e caminhou sobre as águas.
Mas em dado momento prestou atenção no vento,
e duvidou.
Começou a afundar e clamou por socorro:
“Senhor, salva-me!”

Pedro não duvidou de Jesus
e nem de seu poder de salvar.
Então, duvidou de quê?
Duvidou de si mesmo.
Duvidou de que seria capaz de cumprir
a palavra de Jesus pronunciada a seu respeito.

Fé não é acreditar que Deus tudo pode.
Fé é acreditar que
“tudo posso naquele que me fortalece”.
Quem acredita que Deus tudo pode e nada faz,
tem fé sem obras, e fé sem obras é fé morta.

Hebreus 11 é chamado de “galeria dos heróis da fé”.
Ali estão registrados os exemplos de fé.
Não são pessoas que apenas acreditaram
em Deus ou no fato de que Deus tudo pode.
São pessoas que, porque acreditaram em Deus,
e no fato de que Deus tudo pode,
deixaram sua zona de conforto
e se arremessaram a andar com Deus,
obedecendo as ordens de Deus
e perseguindo as promessas de Deus.

Fé é acreditar que Deus acredita em você.

Fonte: www.outraespiritualidade.com.br

22 de dez. de 2006

Escola Dominical Especial de Natal!

Chegou a hora!!! Nesse domingo ás 09h30m nós teremos a nossa ESCOLA DOMINICAL ESPECIAL DE NATAL e você não pode ficar de fora! Queremos contar com a sua presença! Aproveite também para levar algum amigo não-crente, afinal de contas é NATAL - data muito oportuna, onde as pessoas ficam ainda mais sensibilizadas, refletindo um pouquinho sobre o significado dessa data. Vamos fazer o seguinte? Convide seus amigos e diga assim: "Vamos entender melhor o significado original do Natal?". É provável que você se surpreenda com as respostas...

6 de dez. de 2006

Recordar é viver!

Estamos colocando aqui os slides da nossa ultima palestra do nosso retiro de inverno! Aproveite para lembrar dos desafios que você firmou com Deus naquele retiro... Atitude galera! "Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam" (1 Cor.2.9).


3 de dez. de 2006

Faça valer a pena!

"Quero que me digam que eu tentei ser direito e caminhar ao lado do próximo.
Quero que vocês possam mencionar o dia em que tentei vestir o mendigo, tentei visitar os que estavam na prisão, tentei amar e servir a humanidade.
Sim, se quiserem dizer algo, digam que eu fui um arauto: Um arauto da justiça, um arauto da paz, um arauto do direito. Todas as outras coisas triviais não têm importância. Não quero deixar nenhuma fortuna. Eu só quero deixar uma vida de dedicação! E isto é tudo o que eu tenho a dizer:
Se eu puder ajudar alguém a seguir adiante,
Se eu puder animar alguém com uma canção,
Se eu puder mostrar a alguém o caminho certo,
Se eu puder cumprir o meu dever cristão,
Se eu puder levar a salvação para alguém,
Se eu puder divulgar a mensagem que o Senhor deixou...
...então a minha vida terá valido a pena!"

[Martin Luther King Jr.]